Bem, ainda não completamente. Mas estamos quase lá, e antes de percebermos, já estaremos no Thanksgiving comendo peru. Esse foi (melhor, tem sido) um ano de muitas mudanças na casa dos Neves-Oliveira. Para começar, tivemos um bebe em março. Quer mudança maior que essa? De casal passamos a família. Essa por si já teria sido a mudança do ano. Mas aí meus pais resolveram que iriam morar aqui em Seattle. Pedimos green card para eles, que já saiu (o processo é fácil e rápido), e eles compraram uma townhome (convenientemente localizada pertinho daqui de casa). Isso, por si só, já teria sido outra mudança do ano.
Mas agora que estávamos voltando a uma certa rotina, eis que resolvo fazer outra mudança: trocar de emprego. Eu estava na firma antiga tinha três anos e tinha algumas queixas. A firma era de tamanho médio, ao contrário da firma anterior, que era uma firma grande com escritórios em várias outras cidades do país. A variedade de trabalho na minha área era pouca. Eu trabalhava na área de desapropriação, que eu gostava, mas era só isso. As chances que eu tinha de trabalhar em outras áreas eram bem pequenas e, bem já tinha outros paralegals para aquelas áreas. E, por fim, mas não menos importante, a localização da firma era horrível. Ela ficava num pier, no fim do mundo, e tinha uma linha de trem bem em frente à firma. O barulho não incomodava, mas muitas vezes passava um daqueles trens de carga quilométricos e se acontecia dele passar na hora de você estar chegando ou saindo do trabalho, azar o seu.
A nova firma é bem maior, de fato acredito que seja a terceira maior de Seattle. Fica no centro (yay!), num prédio alto, e chegar lá é muito fácil. Basta pegar um ônibus e para a uns dois quarteirões da firma, ou eu posso ir andando (meia hora de caminhada de minha casa até lá). Na outra firma, eu pegava o ônibus até o centro e andava mais 20-30 minutos para chegar lá. Tem mais! Eu conheço várias pessoas na firma nova, por conta do fato de que várias pessoas da Heller (minha firma antiga que fechou) terem se mudado para lá. O problema? Fui contratada para trabalhar em “litigation” de forma geral, com foco em falência. Quem disse que eu sei nada sobre falência? Pois é, ando estudando adoidado para entender um pouco sobre o assunto antes que alguém precise de minha “opinião especializada” sobre o assunto…
É isso aí. Não fiquem surpresos se daqui a um mês eu voltar aqui com mais alguma super novidade. Definitivamente, não tem sido um ano entendiante


























