Depois dos julgamentos da driveway e da fábrica de gelo, o nosso mais novo caso envolve o estacionamento do futuro. Nosso cliente é a agência do governo que controla o aeroporto de Seattle. Por conta da expansão, temos que desapropriar umas propriedades ao redor do aeroporto. Até aí tudo bem, até que um dos “desapropriados” bateu o pé que queria muito mais dinheiro do que a propriedade vale, o que é muito justificado, segundo ele, por conta dos planos que ele tem para aquele pedaço de terra: construir o estacionamento do futuro.
Estacionamento ao redor do aeroporto não é uma idéia tão mal assim, apesar de já ter de montão. O terreno do desapropriado não é tão pequeno, mas tem um riozinho que corta numa ponta. Por conta da legislação, você não pode construir nada a 100 pés ao redor do rio, o que diminui o espaço que ele tem para construir o estacionamento, ou qualquer outra coisa que ele queira. Daí que o plano dele é construir um daqueles estacionamentos futuristas, onde você chega com seu carro, coloca numa plataforma, e dali seu carro (de preferência sem você dentro) é içado por um elevador e ”estacionado” numas prateleiras. A vantagem disso é que você não precisa de tanto espaço para rampas de subida e descida e para movimentação dentro do estacionamento. Com muito menos espaço, você consegue estacionar mais carros. A desvantagem? Bem, uma delas é o fato de que é um sistema bem mais caro de se construir do que o tradicional estacionamento com rampas.
É uma idéia muito legal. Em lugares como Londres, Tóquio, Nova York e Hong Kong, onde o preço do terreno por metro quadrado é um absurdo, vale muito a pena. Mas nós temos nossas dúvidas de que seja o mais apropriado para o sul de Seattle onde, convenhamos, o preço do terreno não é tão caro assim para justificar tal empreitada. Sem contar que a localização do terreno dele não é das mais convenientes para servir de estacionamento para o aeroporto.
Pois é isso mesmo, estamos nos preparando para mais um julgamento por conta do estacionamento do futuro. O que quer dizer longas horas de trabalho, finais de semana … uma maravilha, justamente agora que o verão começou. Quem sabe eu ainda não pego uma semana de verão? Bem, pelo menos no trabalho tem ar condicionado





