Passamos o final de semana do 4 de julho em Houston, Texas. Afinal de contas, existe lugar mais appropriado nesse país para se passar uma data tão cívica? Pois bem, o Texas é tudo o que achamos que seria e muito, mas muito mais…
Para começar, eu tenho um primo que mora em Houston. A verdade é que eu tenho família morando em tudo quanto é lugar dos Estados Unidos, o que me faz crer que estamos “reconquistando” a América. Daí que aproveitamos o final de semana prolongado para visitar os familiaries e de quebra conhecer um lugar diferente.
Podemos definir o Texas como a antítese do estado do Washington. É mais ou menos assim: Barack Obama v. George Bush, carro híbrido x truck, sistema de transporte público (ainda que deficiente) x bilhares de quilômetros de highway, verão frígido x verão quente de doer, e por aí vai. A começar, e só posso falar por Houston, a cidade se define como um conjunto de highways cercado de pequenos condomínios e lojas de cadeia. Tudo se faz com carro, e carro grande, e tudo leva pelo menos meia hora de carro. As casas são grandes. As ruas são largas. As pessoas são largas. E por aí vai.
Uma das poucas coisas que eu conhecia sobre Houston era a Nasa (lembra do “Houston, we have a problem?”). Bem, uma decepção. Tinha uma área com vários brinquedos para criança e, bem, muita criança. O mais interessante, que seria andar de trenzinho pelos arredores para ver os foguetes e afins, tinha sido cancelado por causa da chuva que aparecia vez ou outra por conta do “tropical storm” que tinha passado pelo Texas. Bem, o que mais fazer no Texas? Atirar, claro. Fomos para um “shotting range”, um dos vários da região, e quando fomos perguntar como fazíamos para atirar o carinha olhou para nossas caras de amadores tabaréu e disse que eles não alugavam armas, era para trazer sua própria. Bem, como estávamos desarmados naquele dia, voltamos com o rabo entre as pernas, mas não antes de assistir aos atiradores profissionais. Eles atiram ao céu aberto, num alvo distante, e você pode chegar perto (se quiser, resolvemos assistir de longe mesmo).
Domingo fomos para uma cidadezinha perto de Houston, Kemah, que era bem simpática. E quente. De doer. Depois de passearmos um pouco, fomos para o restaurante (com ar condicionado), dali para o aquário (com ar condicionado), depois para a sorveteria (adivinharam, ar condicionado), e finalmente para casa, que também tem ar condicionado.










