O mais impressionante de viajar é que não tem internete, guia de livro, mundo globalizado ou digitalizado que chegue aos pés de ver com seus próprios olhos outra cultura, outras pessoas, outro modo de ver a vida, nem que sejam por 15 dias apressados correndo de um ponto turístico a outro ponto turístico. E nesse quesito eu absolutamente amo a Europa, porque é só atravessar a fronteira de um país minúsculo para outro país menor ainda e você é surpreendido com outro estilo de vida, impressionantemente e absolutamente diferentes do país anterior. Assim são França e Itália.
Italianos são conversadores. Eles chegam no restaurante falando alto e comprimentando o garçom como se já o conhecesse de longas datas. São dados a uma gracinha e um galanteio. São incrivelmente charmosos. De acordo com Eduardo, a Itália, e principalmente Milão, é o único lugar do mundo onde homem se arruma mais (e muito mais) do que mulher. As mulheres italianas são Ok; mas os homens italianos são um show a parte, desde os sapatos de couro ao paletó com jeans e os cabelos propositalmente desarranjados e barba por fazer. Tenho minhas dúvidas que sejam bom material para maridos ou pais de família, mas um ótimo lugar para mulheres que não estão atrás de compromisso.
Os homens franceses, por outro lado … como definiu Eduardo, a França é o único lugar do mundo onde homem se veste de forma afeminada e consegue se passar por homem macho. Vejam a última moda, por exemplo, que era o cachecol de verão. Cachecol no inverno é uma maravilha para esquentar o pescoço. No verão, pode causar brotoejas. Daí que eles fazem o cachecol de tecido fino, para enfeitar seu pescocinho. Pois bem, estava a maior moda de cachecol de verão entre os homens. E tinham vários homens usando o tal do cachecol na rua. E homem com gola da camisa levantada … e homem de sapato vermelho, beeeem chamativo. Eduardo, que já tem uma mente impressionantemete aberta por conta de morar há um ano no bairro mais gay de Seattle, balançava a cabeça em total descrença aos homens franceses. A França é o tipo de lugar que você visita e compreende como eles foram capaz de decapitar toda a realeza em revolta. É o tipo de lugar onde todos exageravam, exageram, e continarão exagerando. E não tem internete que vai colocar isso na sua cabeça, você tem que ir e ver o deslumbramento de Versailles, que deve ter custado uma fortuna para construir enquanto o povo passava fome, a imponência da cidade de Paris, e por outro lado a multitude de greves e serviço ineficiente para entender como eles chegaram onde estão e não vão passar disso. Por outro lado, só na Itália as pessoas são capazes de se levar tão pouco a sério que o ponto de encontro à meia-noite de sexta é a sorveteria, que fica aberta até altas horas da madrugada. É muito marmanjo tomando sorvete de frutinha, e nesse momento, somente nesse moment, você compreende como um país é capaz de eleger alguém como Berlusconi para primeiro-ministro. Isso aconteceria somente, e tão somente, na Itália.






A eleicao de “la Cicciolina” (http://en.wikipedia.org/wiki/Ilona_Staller) para o parlamento italiano tambem diz muito sobre Italia.
E acho que ela tambem se elegeria no Brasil…
Chego ja!
Acho que sim … nos nao elegemos o Clodovil?
Depois de tanta observacao por parte de Eduardo, ele optou pelo cachecol dos franceses ou pelo cabelo desgrenhado dos italianos?
Eduardo eu nao sei, mas eu prefiro cabelo desarrumado a homem de cachecol…