Segunda semana em Anacortes. Depois de meu final de semana em casa (um luxo entre as pessoas que foram “voluntariadas” para esse projeto), acordei 5:00 da matina na segunda para dirigir para Anacortes, que fica a uma hora e meia de Seattle. Tinha planos ambiciosos de trabalhar até tarde na segunda e adiantar meu serviço no trailer do “Document Production”. Eu tinha a chave do trailer (outro luxo, devo dizer, já que eles só entregam cópias das chaves para pessoas de alta confiança) e assegurei a todos que eles deveriam ir embora, que eu trabalharia até tarde. O plano funcionou muito bem, e a noite foi bem produtiva, até umas 8:30 da noite, quando decidi ir para o hotel. Para minha grande surpresa, a chave do trailer não funcionava. Acabei indo para a portaria para perguntar se eles tinham uma outra chave (não tinham). Para encurtar a história, depois de muito convencer o guardinha (que olhava desconfiado para mim), consegui que ele fosse ao escritório de uma das aministradoras da companhia que está nos dando suporte (que eu só fazia maldizer por não ter testado a chave) e outra chave foi encontrada. Por conta desse rolo todo, só cheguei no hotel às 10 da noite. Longo dia.
Terça-feira, pelo contrário, meu plano era de não trabalhar até tarde. Acabei marcando com as colegas de ir a um dos cinco restaurantes da cidade. Para nossa surpresa, encontramos quase todos os advogados e funcionários de todos os trailers no restaurante. Sabe como é, cidade pequena tem dessas coisas. No final, mais gente foi se juntando à nossa mesa, e gente que foi chegando mais tarde, e isso, e aquilo, e no final das contas só saímos de lá quase meia-noite, depois de algumas várias rodadas de bebida. No dia seguinte, tinha gente reclamando de sintomas de gripe: dor de cabeça e cansaço. Eu, mais do que gentilmente, lembrei a eles da noite anterior, e que dormir tarde + bebida + acordar muito cedo (temos que estar no trailer às 7:30 da manhã) = ressaca ou “sintomas de gripe”.
Na quarta eu estava decidida a dormir pelo menos 7 horas. Afinal de contas, não sou mais tão jovem, e esse negócio de dormir pouco e beber muito não me leva a lugar nenhum. Daí que saí com as mesmas colegas de trabalho para jantar bem cedo, às 7 da noite. Lá para às 8 da noite, aparece o mesmo grupo da noite anterior. Eu já disse que Anacortes é uma cidade pequena? O negócio foi enrolando e acabei chegando no hotel perto de 10 da noite, depois de várias rodadas de bebida (para alguns, eu já tinha aprendido minha lição).
Quinta resolvi tentar adiantar o serviço e ficar até mais tarde. Dessa vez, testei a chave eu mesma. Um dos problemas é que nosso trailer é todo aberto, sem escritórios individuais, e tem algumas pessoas (que nem a nossa “administradora”) que não param de falar. E, claro, tem as interrupções. Daí que trabalhar duas horas depois que o povo vai embora adianta meu serviço de montão. Fiquei trabalhando até 8 da noite e voltei para o hotel. Sexta era dia de voltar para casa. Para mim, é uma viagem de 1 hora e meia de carro, mas para quem veio de Houston (Texas), involve algumas várias horas de avião. E apesar de sexta ser o dia que nós geralmente saímos à noite, eu só queria ficar em casa e comer “home cooked” meal, dormir na minha cama, usar o meu banheiro e, não menos importante, curtir a companhia da minha família (i.e. marido e gato).
Semana que vem o plano para mim (olha que o plano muda sempre e constantemente) é ir para Anacortes segunda-feira, retornando terça-feira depois do expediente. Vai ser (muito) bom passar um restinho de semana em casa, ando cansada dessa história de ficar acampada no hotel ;-(





