Esse final de semana ficamos bem ocupados com a casa, principalmente consertando as coisas que tínhamos acabado de quebrar. Semana passada, por exemplo, cheguei em casa do trabalho cheia de sacola. Coloquei parte das sacolas no “countertop” da cozinha, só que não tinha visto que uma delas tinha se enroscado no trequinho de ligar o fogão, daí que quando fui puxar o trequinho do fogão veio junto … foi peça para todo lado. Sem problema, pensei eu, nada que Eduardo não consiga consertar. De fato, ele consertou, e está funcionando até hoje. No sábado resolvemos trocar as lâmpadas da sala de estar, que estavam muito fortes para o ambiente. Beleza, o quão perigoso pode ser trocar uma lâmpada? Bem, numa casa de 100 anos, bastante perigoso. Tanto que Eduardo trocou a primeira lâmpada e pediu para eu ligar o interruptor para ver se tinha funcionado. Acontece que o lustre deu o maior curto circuito, Eduardo (que estava em cima da escada) saiu todo chamuscado, e uma tarefa aparantemente simples (trocar uma lâmpada) se tornou um problemão. No final a lâmpada ficou grudada no lustre, tivemos que quebrar a lâmpada e tirar ela na marra. Nesse processo, claro, estragamos um pouco o lustre. Acabamos desinstalando o lustre, que está ali no cantinho da casa, na pilha das providências a serem tomadas. Hoje já descobri que o monitor automático do microondas está com defeito – tem uns número que estão meio apagados. Essa, pelo menos, não foi culpa nossa. Já peguei a garantia para ligar para eles amanhã.
A nossa maior conquista do final de semana foi limpar o quintal. Continua feio, mas pelo menos está limpo. Também tínhamos planos ambiciosos de passar o selante no concreto, mas Eduardo amarelou:
Eduardo: “Nossa, diz aqui na embalagem que está comprovado que esse produto causa malformação do feto, e que não e para aplicar sem luva e máscara.”
Eu: “Mas não tem ninguém grávido por aqui. E você sabe como esse povo exagera nas embalagens.”
Eduardo: “Também diz para procurar assistência médica imediatamente se inalado.”
Eu: “Bobagem. Abre aí para ver se tem cheiro forte.”
Eduardo: “Está louca, eu não, eu vou contratar alguém para fazer isso.”
Daí que nem isso resolvemos.
E o que seria da sexta sem um aborrecimento para amarelar o seu final de semana? Pois é, foi assim que na sexta passada estreamos o trabalho com mais anúncios de demissões. No final das contas, mais quatro funcionários foram demitidos na minha firma e alguns foram reduzidos a trabalhar meio período (o que não me soa tão mal assim). O que mais me chateou foi que uma das demitidas foi alguém que eu tinha recomendado da Heller Ehrman, minha firma antiga, quando a Heller estava na bancarrota. Pois é, ela estava lá há menos de um ano e já foi demitida. Nunca fui muito amiga dela na Heller, mas aqui tínhamos uma certa amizade, aquela coisa de saímos vivas do navio que afundou. Mas é assim mesmo, no final ela arruma outro emprego e a vida continua. Por isso que ultimamente segunda-feira tem sido meu dia favorito da semana: vá la, que é que tem coragem de te dar notícia ruim na segunda???





