Depois da esteira de correr, essencial para qualquer casa nova, nossa mais última compra importantíssima para a casa foi feita ontem: um colchão! Sim, nós já temos um colchão maravilhoso que usamos e gostamos muito. E porque tanta felicidade e urgência por uma colchão novo? Por causa do aquecimento global que anda aterrorizando o mundo.
Ultimamente nós temos tido um problema aqui em Seattle que não temos há muitos e muitos anos: excesso de calor e falta de chuva. As temperaturas estão prometendo chegar nos 30 Celsius essa semana. As pessoas no Brasil tem que entender que aqui em Seattle nós não estamos preparados para o calor, seja fisicamente, psicologicamente ou materialmente. Me lembro que lá no Brasil tínhamos temperaturas tão altas quanto, que duravam muito tempo, e nunca tivemos problema: eu dormia no calor, comia no calor, estudava no calor (imagina faculdade federal ter ar condicionado), dirigia no calor (imagina carro de estudante ter ar condicionado, e ainda tinha que andar de janela fechada para evitar se assaltada nos sinais de trânsito). Mas por algum motivo (frescura? falta de problema maior para se preocupar?) as pessoas aqui tem uma sensibilidade maior às altas temperaturas, e depois de tantos anos morando nesse país, nós também acabamos sofrendo da mesma sensibilidade aguda ao calor. Nós ainda temos um pequeno problema que muitas das janelas da nossa casa não abrem (100 anos de pintura “colaram” as janelas, e se você forçar a barra o vidro pode quebrar, como já aconteceu). Nós também não temos ar condicionado central. Ok, quase ninguém tem ar condicionado central no Brasil, mas se você mora numa cidade quente aqui nos Estados Unidos (como era em DC), ar condicionado é necessidade básica, assim como luz e água encanada. Daí que a solução mais barata que achamos foi colocar um colchão no basemente e passar a dormir lá, que é mais fresquinho (é impressionante, parece que tem um ar condicionado no basement de tão mais fresco que é em relação ao resto da casa).
Aliás, os jornais da região estão recomendando tomar cuidado com o excesso de calor, e eles até dão umas dicas para “pet owners.” De fato, o pobre Oscar anda totalmente desanimado e sem ânimo (mais do que o normal, quero dizer) por conta do calor. Olhe só as recomendações que eu vi no Seattle Times hoje:
1. Não deixe seu bichinho de estimação dentro do carro, nem que seja por uns poucos minutos. Mesmo que você abra as janelas, ainda assim não é o bastante para proteger o seu “pet”.
2. Pugs (um tipo de cachorro), bulldogs, gatos persas e bichos com nariz curto estão mais suscetíveis a passar mal no calor porque a cara achatada faz com que eles respirem com mais dificuldade. Fiquei pensando se tem correlação com os humanos: será que gente de cara achatada também tem mais chance de passar mal no calor? Taí matéria para uma tese.
3. Conheça os sinais de que seu bicho está passando mal de tanto calor: respiração profunda, agitação, olhos turvos, vômitos e língua roxa. Se o seu bicho estiver nesse estado, coloque bolsas de gelo ou toalhas geladas na testa, pescoço e peito (do bicho, não em você) e corra para o veterinário.
Bem, ainda não cheguei ao ponto de aplicar “compressas de gelo” na testa do Oscar, até porque as pessoas no Brasil iriam me olhar com estranheza se eu fizesse tanto alvoroço por causa do gato passando calor. Mas eu admito que eu coloco um gelinho na água dele para refrescar o fresco do Oscar.







