Nossa casa tem dessas portas ultra-hiper-tecnológicas que permite que você bata a porta e ela se tranque. Beleza, o único problema disso é quando você “se tranca” do lado de fora sem a chave da casa. Bem, acho que vocês sabem onde eu quero chegar.
Eu adoro sexta à noite. Início de final de semana, geralmente saímos para jantar, encontramos os amigos, voltamos tarde para casa… Foi nessa que chegamos ontem por volta de meia-noite e percebemos que não tínhamos a chave da casa. Como eu quase nunca dirijo durante a semana, eu tenho a casa da chave num outro chaveiro, que não o do meu carro, com o qual saímos ontem. Após olharmos desconsolados um para a cara do outro, Eduardo resolveu pegar as super ferramentas dele para desmontar a fechadura. Acontece que fechadura, apesar de não deter ladrões dispostos a roubar sua casa, é muito eficiente para deter os donos da casa de entrar. Depois de uns 20 minutos nos quais quase estragamos a maçaneta da porta, apelamos para o Google, ehr, Bing (taí uma curiosidade minha, é possível ir no Bing e fazer um google search?) . Fizemos uma busca no iPhone (santo iPhone que já nos salvou de muitas) e acabamos achando um 1-800 da vida para chaveiros de emergência. Liguei e a mulherzinha disse que alguém estaria na nossa casa de 15 a 20 minutos.
Foi batata. Dali a 15 minutos chegaram dois homens numa van, todos vestidos de preto, prontos para o ataque. A primeira coisa que ele pede é nossa carteira de identidade. Dali, logo ali, justamente ali, lembrei que nossa carteira de identidade ainda tinha o endereço antigo. Quem disse que ele deu bola? Anotou as informações da carteira de Eduardo, enfiou umas chavezinhas na maçaneta e não precisou nem três minutos para ele abrir a porta. Todo mundo dentro de casa, perguntei se ele aceitava cheque ou cartão … cheque não e ele tinha esquecido a máquina do cartão de crédito, logo só dinheiro. Bem, lá vou eu correndo na Broadway para achar um ATM para tirar dinheiro.
No final, fiquei olhando para o vazio e fiquei pensando no que foi o mais impressionante da noite: se o fato de feito a bobagem de esquecer a chave da casa, algo relativamente básico, se o fato do carinha ter abrido a porta sem uma prova de que morávamos lá, ou até mesmo se a casa era realmente assombrada como eu tinha suspeitado desde o começo. Estou eu, ponderando essas questões todas, quando me vem Eduardo Pollyanna: que essas coisas acontecem já que a casa é nova e não estamos acostumados; que na verdade tínhamos sorte de morar num país onde você tem um telefone com acesso a internete e pode chamar um chaveiro meia-noite, ele chegar dali a quinze minutos e você ainda não ser assaltado pelo chaveiro; que não foi nada demais, afinal ninguém se machucou, nada foi quebrado e tudo foi uma questão de dinheiro… Gente, eu preciso de FÉRIAS!

), tomado banho e ja estava pronta para sair para fazer o “brunch”. Apos o brunch, lojas de moveis. Eu acho muitissimo frustrante que voce chega numa loja de moveis, ver uma cadeira que voce adora, dai vai prontinha para comprar e a vendedora te informa que eles nao tem aquela em estoque e so meados do mes que vem. Voce da as costas frustrado e vai para a segunda loja:
Dai que la para as 5 da tarde, quando a maioria das pessoas esta naquela moleza de final de domingo, Eduardo vai ao HomeDepot comprar outra luminaria. 





