Archive for March, 2009

As Paredes de Papel

Essa semana foi instalado o drywall la na casa, carinhosamente apelidado de paredes de papel. E serio, voce corta o drywall de canivete – tomara que nao tenha um lobo-mau morando na regiao ou na primeira assoprada nossa casa vai embora  A instalacao foi mais ou menos assim – na quarta-feira nao tinha nada instalado, na quinta-feira estava tudo instalado. Em um dia, eles fizeram praticamente tudo. Vale dizer que ja estou no meu segundo final de semana trabalhando no drywall do banheiro e ainda nao terminei. Ja vi que minha carreira de instaladora de drywall nao vai longe…

 

Esse final de semana Eduardo e eu dividimos a trabalheira. Eu fui terminar o drywall do banheiro, que nao terminei, e ele foi fazer o “mantel” da lareira (nao sei a traducao, e a armacao de madeira em torno da lareira), que tambem nao terminou. Mas, por incrivel que pareca, o final de semana foi produtivo, apesar de nao termos terminado nada. A boa noticia e que eu estou comecando a ver uma fresta, ou melhor, uma frestinha de luz no fim do tunel …

 

A lareira com o drywall em volta.

 

O “mantel” de Eduardo, ainda inacabado.

 

Esse e um dos quartos do basement, que tem a porta para o quintal do fundo. O mais interessante e que esse quarto e exatamente do mesmo tamanho do quarto do meio, que nao tem portas para o quintal, e parece muitissimo mais espacoso por causa da porta.

 

Esse e o quarto do meio, que como voces devem ter advinhado, tem a vista privilegiada da rampa da casa.

 

Esse vai ser o nosso bonus room/media room/bagunca room.

Encontros Imediatos de Primeirissimo Grau

Sabado, onde estavamos? Estavamos na casa trabalhando, como nao??? Mais exatamente, instalando drywall. Mas acho que voces ja ouviram sobre isso. A historia que eu quero contar e outra.

 

Estavamos no sedundo andar trabalhando no banheiro quando ouvimos um barulho no andar de baixo. Quando fui ver, alguem tinha jogado um pacote dentro de casa, pelo buraquinho da porta que serve para o carteiro jogar carta. Olhei pela janela e vi um homem se afastando e olhando com bastante curiosidade para a casa. Desconfiei imediatamente quem era o homem, abri a porta e perguntei: “Are you Steve?”.

 

Steve era o dono anterior da casa e, como prometido ha tempos atras, ele tinha passado para entregar umas chaves extras e outras coisas mais pertencentes a casa. Nos acabamos mostrando para ele a reforma que estavamos fazendo – ele se mostrou impressionado com o tamanho da reforma, mas no fundo nao pude sentir um que de “o que voces estao fazendo com a minha casa?” da parte dele. Totalmente compreensivel, ja que ele tinha morado la por 10 anos.

 

O encontro foi muito interessante, por varios motivos. Steve trabalha na Microsoft, mas disse que ja saiu e voltou para a Microsoft umas duas vezes. Nos perguntamos se ele tinha ido trabalhar em alguma outra empresa nesses intervalos Microsoftianos, e ele disse que nao – tinha parado de trabalhar para descansar e viajar. Nada mal.

 

Steve aparenta ser bem jovem, diria menos de 40 anos, principalmente considerando todos os “accomplishments” da vida dele. Alem da casa em Capitol Hill, que nos compramos, ele tem mais duas propriedades – uma em Fremont, aqui em Seattle, e a outra, pasmem, em Redmond. Eu, que nao sou nem um pouco fuxiquenta, fui checar as outras casas que ele tem (essas informacoes sao “public record”)- a de Redmond ele comprou em Novembro do ano passado por por um pouco abaixo de 1 milhao (antes de vender a nossa casa). A de Fremont, ele comprou por uma quantia razoavel, gastou mais $70,000 de reforma, e agora esta vendendo por uns $50,000 abaixo do preco que ele comprou. O que prova que financeiramente Steve vai muito bem de vida, obrigado.

 

E onde mora Steve por esses dias? Em Redmond, ora bolas. Eu, nem um tiquinho de nada fuxiquenta, Deus me livre dessas coisas, perguntei logo como foi essa adaptacao de sair de Capitol Hill, o melhor bairro de Seattle (assumo logo que sou bairrista!), para morar em Redmond. Dai ele admitiu que, bem, a noiva dele gostava de suburbio. Mas ele nao. Tanto que ele vinha para Seattle com certa frequencia, mais exatamente para nossa vizinhanca, para correr pelas ruas de Capitol Hill. Que ele adorava correr por aquelas ruas. Que o terreno da casa dele em Redmond tem 5 acres, com laguinho particular e tudo mais … que morar em Redmond era “diferente”. Dai a pouco demos nossos “goodbyes” e Steve foi correr, enquando nos fomos instalar drywall.

 

Eu achei que Steve estava conformado de ter saido de Seattle para morar em Redmond. Afinal de contas, atire a primeira pedra quem nunca cometeu uma loucura por amor. Eduardo achou que ele estava contrariado. E um pouco dificil de descobrir o que se passa em 15 minutos de conversa, mas eu tenho a impressao que, pelo que conheci de Steve, no final ele vai ficar muito bem, obrigado.

Que Venha A Segunda-Feira!

Esse final de semana foi trabalho intensivo na casa instalando o drywall do banheiro, tanto que agora, domingo a noite, estou sonhando em chegar segunda de manha para eu poder ir para meu trabalho tranquilo, imersa em papeis e problemas de advogado, ao inves de passar horas parafusando. Colocar drywall nao e de minhas tarefas favoritas – mede o buraco, corta o drywall, coloca no lugar, ih, esta muito grande, tira, corta um pedaco, coloca de novo, nossa agora ficou um buraco enorme entre as juncoes mas depois a gente resolve o problema enchendo de massa (alias, a frase “depois a gente resolve” foi a mais usada nesse final de semana), parafusa, agora vamos passar a massa, fita, outra camada de massa … chega! Hoje no meio da tarde percebemos que a massa que usamos para fazer a juncao das placas de drywall estava para acabar, dai vai Eduardo ao Home Depot comprar mais. Eu fiquei na casa, parafusando. Daqui a pouco me chega ele arfando e suado. Pois e, ele ficou com medo de faltar massa novamente e me voltou com um balde de massa que pesava 62 pounds (uns 28 kg) … agora temos massa o suficiente para reformar mais tres casas

 

A boa noticia e que a parte do encanamento e eletricidade ja acabou e na segunda eles comecam a instalar o drywall. Essa e a parte em que comecamos a ver as coisas evoluindo, as paredes subindo. Os contractors juram de pe junto que mudamos para a casa final de maio. Eu so acredito vendo.

 

Uma parte do banheiro durante o processo de instalacao do drywall …

 

… drywall instalado …

 

… com massa e tudo mais …

 

Nao estamos no ceu, e so o insulamento do basement

Pausa

Estou aqui numa merecidissima pausa no trabalho, numa chatissima tarde de quarta-feira, e pensei em trazer um sorriso no rosto dos leitores desse blog (aproveitem, esse blog nao e de muito sorriso).

 

De volta ao trabalho…

 

 

 

 

 

 

 

 

Minha Vida E Uma Agenda Aberta

Hoje em dia teriamos que mudar o ditado de “minha vida e um livro aberto” para “minha vida e um blog aberto”, mas ainda assim acho que minha vida e uma agenda aberta. Como as pessoas mais proximas a mim ja devem ter percebido a essa altura, eu sou uma pessoa um pouco, ou melhor, um tanto quanto metodica. So estou feliz quando meus compromissos estao devidamente agendados, reservados, e confirmados.

 

E assim que na quinta eu ja faco a lista mental do final de semana: sexta, sair para jantar a noite com fulano e fulana; sabado pela manha, acordar, tomar cafe, trabalhar na casa; a noite, sair para jantar com sicrano e sicrana; domingo, acordar, ir para a academia e sair para fazer brunch com joazinho e joaninha; a tarde, fazer compras para a casa; a noite, fazer jantar em casa. Mais ou menos a mesma coisa se passa na minha cabeca domingo a noite: segunda, jantar vai ser peixe com arroz e legumes; terca, sopa; e por ai vai. So sou feliz assim.

 

Nao so sou metodica e organizada, mas me chateio quando as coisas saem do “planejado”. Se eu estava sonhando desde quinta-feira em ir no restaurante tal na sexta a noite, e alguem me vem com outro bendito restaurante, minha mente entra em parafuso. Tenho que fazer um boot geral na minha cabeca para entender a mudanca de planos. O mais engracado disso, porem, e que eu so me pego nas coisas pequenas. Quando Eduardo me veio ha mais de um ano atras com essa historia de ir para DC, eu topei sem muito problema. Me pareceu uma oportunidade maravilhosa de conhecer outro lugar – vender minha casa, largar meus amigos e me mudar para outra cidade nao me pareceu grande coisa. Mas a mudanca de restaurante na sexta a noite, essa e dificil de encarar.

 

Eduardo e o contrario, o que nao me surpreende visto que ele e um sujeitinho meio estranho. Ha alguns meses atras ele me veio com a historia de que a Microsoft esta abrindo um cento em Paris. Meus olhinhos brilharam com a possibilidade de morar um tempo em Paris, mas Eduardo cortou logo meu barato – que esse negocio de mudar para la e para ca nao estava legal, que ele queria um pouco de estabilidade e sossego, blah blah blah. Mas ele nunca apresenta qualquer forma de stress com a mudanca de planos para sexta a noite. Eta sujeitinho estranho, viu???

Santa Destruicao

Eu estou ansiosa para ver o dia em que as coisas na casa vao comecar a melhorar, e eu conseguir ver uma luz, nem que seja um luzinha de nada, no fim do tunel. Atualmente, toda vez que chego na casa tem um buraco novo, diferente, e muito maior que o anterior, num lugar que nao era para ter buraco nenhum. Se eles conseguirem tapar aqueles buracos todos, vou comecar a acreditar que ter casa de papelao nao e tao mal assim. Mas nem tudo sao noticias ruins. Vamos as fotos.

 

Voces sabem que a banheira e o meu bebe. O encanador instalou a torneira e a banheira ficou tao linda. A torneira tem esse estilo “vintage”, com os detalhes de ceramica … estou pensando seriamente em probir as visitas de usarem a banheira para ela ficar sempre assim, nova, limpinha e linda de morrer

 

Eles tambem instalaram as portas no fundo da casa, no basement, que da para o quintal. Nos achamos que ficou muito legal, iluminou o basement e ficou um espaco mais agradavel. Estamos curiosos para ver depois que eles colocarem as paredes.

 

Pois bem, instalaram as portas no basement mas a vista para o quintal ficou a desejar. Olha so que beleza que nao esta. Voces sabem que visita la em casa vai ser muito bem tratada. Alem de proibidas de usarem a banheira, vao ter que ficar no basement com essa vista maravilhosa.

 

Pensem, imaginem, sonhem que um dia isso vai ser uma lareira bem bonita. Eu sei, tambem tenho serias duvidas de que va ficar legal, mas agora ja esta instalada entao vai ter que dar certo.

 

Ah, essa e a parede da cozinha, que ate uma semana atras estava inteirinha. Sabe como e, o trabalho ficou dificil e eles tiveram que abrir a parede “um pouco mais”. E por ai vai…

 

Esse buraco e no exterior da casa. Nos estamos construindo um banheiro no basement. Eles tentaram conectar os canos do banheiro com os canos do esgoto que ja existiam dentro do basement, mas estavam tao enferrujados (sabe como sao esse canos de 100 anos de idade) que eles resolveram conectar diretamente com o cano do lado de fora. Dai tiveram que cavar. Um bocado. Quando eu digo

Duda & Nara, Inc.

ATENÇÃO: ESSE POST CONTÉM ACENTOS!

 

Logo quando casei, totalmente apaixonada que era, considerava o casamento o cúmulo do romântico. Hoje em dia, chegando a quase nove anos de casada, considero o casamento uma empresa. E empresa que fatura, nada de empresa sem fins lucrativos!

 

Olha só as vantagens do casamento: são dois morando no mesmo apartamento, logo você divide as despesas ao invés de pagar sozinho. Você ainda consegue dividir tarefas e, na medida do possível, cada um escolhe as tarefas de gosta mais. Aqui em casa, por exemplo, Eduardo é o contador e o especialista em assuntos tecnológicos. Nara é tão desligada para dinheiro (exceto na hora de viajar), que esses dias precisamos movimentar dinheiro em uma de nossas contas conjuntas e eu não tinha a mínima idéia da minha senha. De fato, eu nunca tinha acessado a conta. Computador, televisão, trequinho que brilha e faz barulho é departamento de Eduardo.

 

Nara, pelo contrário, AMA preencher formulário. Me dê um formulário para preencher e você vai ver Nara feliz. Nara também adorar limpar e organizar. Há vários meses atrás, quando recebi a notícia que a Heller estava se dissolvendo na chuva de Seattle, fiquei meio chateada, tanto que meu resto do dia no trabalho rendeu muito pouco. O que fez Nara para aliviar a chateação? Voltou do trabalho mais cedo e “went crazy” na limpeza da casa. Quando Eduardo chegou, a casa estava um brinco de limpa. No final Nara estava mais feliz, e olha só que coisa, Eduardo também!

 

E a nossa família não deixaria de ficar completa sem o Oscar! Que faz o Oscar??? O Oscar come, dorme, reclama, dorme, reclama, come … pensando bem, o Oscar não me parece uma adição muito útil nessa família. Vamos ter que repensar a situação desse gato nessa empresa.