Archive for October 2nd, 2008

Corajosa…

Sexta-feira passada fui ao médico para um exame de rotina, e fazia parte do exame tirar sangue para testes de colesterol e outras coisitas mais. Daí que lá fui eu em direção ao laboratório, devidamente de jejum (quero dizer, com fome) tirar sangue.

 

Estava até tranquilo no laboratório e eu fui atendida logo. “Meu dia de sorte”, pensei inocentemente. O rapaz que me atendeu era muito simpático, mas vim logo a perceber que ele era meio que “aprendiz”. Sabe quando você vai numa loja e vem aquele caixa que não tem a mínima idéia do que está fazendo e fica perguntando aos outros caixas como fazer uma conta de 2 + 2? Pois é, isso mesmo, só que no meu caso era o rapazinho que ia tirar o meu sangue que era o novato da história. Dia de sorte, hein?

 

O resumo da ópera foi que, depois de duas tentativas (isso mesmo, depois de ter furado meu braço duas vezes), ele recorreu às outras assistentes mais experientes. De lá veio uma mulher que tinha praticamente o dobro da minha massa corporal. O carinha estava com problema de achar minha veia, então o que ela fez??? Apertou meu braço com aquele trequinho de borracha tão bem apertado que ele começou a ficar roxo (estou usando de licença poética nesse post, então não dêem muita bola para meu tom dramático). O resultado foi que depois de três furos no braço, não é que ela achou a tal da veia?

 

Eu me considero uma pessoa de certa forma resistente a dor e corajosa (daí o título do meu post). Veja bem, eu sou daquelas pessoas que gosta de ver o que se passa. Se estão tirando meu sangue, gosto de ver o tubinho enchendo de sangue. Meu problema é que talvez eu não seja tão corajosa como eu ache que sou. Sabe, que nem aquelas pessoas que se acham as “espertas”, mas no fundo todo mundo dá aquela risadinha de “lá vem o sabe tudo”? Foi assim que me senti naquele laboratório quando, depois de tanto fura-fura e três tubos de ensaio depois, os três assistentes do laboratório me olharam com aquela cara de “você está bem?”.  Aparentemente minha cara ficou muito pálida (mais do que o normal, imagine você), daí que a mulher correu para terminar o serviço dela e eles me colocaram numa cama de hospital, devidamente instalada num canto do laboratório para essas pessoas, eh, “corajosas”.

 

Fiquei ponderando com Eduardo os motivos que me levaram a passar mal (não tinha sido a primeira vez que isso acontecia num exame de sangue).  Eu sugeri que eu tenho pouco sangue no corpo, portanto a quantidade que eles tiram me faz passar mal. Eduardo se recusou a acreditar nessa teoria, dizendo que eles tiram muito pouco sangue. Fiquei pensando se o fato de meu braço estar tão apertado diminuiu o fluxo de sangue no meu corpo, daí eu passei mal … nem eu consegui engolir essa teoria. O jejum me fez passar mal? Não sei. No final ficou aquela velha história de que, se você não acha um problema físico, deve ser psicológico. No meu caso, faltou coragem. Pode até ser, mas que eu sou metida a corajosa, isso eu sou.



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