Archive for September 19th, 2008

As Belgas

Estou me referindo às cervejas belgas, claro.  Cerveja belga é como bom vinho, são saborosas e merecem ser apreciadas. E como apreciamos! Aqui está minha homenagem às cervejas belgas, com um post só delas.

 

Primeira parada: A La Mort Subite (Sudden Death ou Morte Súbita – é ou não é um nome apropriado???), Bruxelas. Eduardo escolheu uma Grimbergen Brune (escura e muito saborosa), e eu escolhi uma Faro (mais clara, mais doce, mas deliciosa). A Faro é o que eles chamam de “lambic beer” que, ao contrário das cervejas convencionais que são fermentadas controladamente, elas são fermentadas de forma espontânea. Imagino que eles joguem uns cogumelos fermentados na cerveja e vê no que dá.

 

 

Segunda parada do dia: Les Chapeliers, Bruxelas (o restaurante é muito bom, se alguém for à Bélgica eu recomendo). Como tivemos uma boa experiência com a Grimbergen, eu escolhi uma Grimbergen Goud Dorée (blond) e Eduardo, uma Grimbergen Cuvée de l’Ermitage (mais escura). Todas excelentes, ficamos com uma impressão ótima da Família Grimbergen. 

 

 

 

Pausa no meio da tarde: Jupiler, num barzinho qualquer em Bruxelas. É uma pilsner, achei um pouco amarga. Não é ruim, mas não passa de pilsner.

 

 

Jantar: T’Kelderke, em Bruxelas (essa noite fizemos o favor de esquecer a câmera fotográfica). O restaurante é muito bom, e o mais interessante é que eles tinham a cerveja da casa! Era uma amber bem saborosa. Nunca tinha visto cerveja da casa, só na Bélgica mesmo que essas coisas acontecem…

 

Na noite seguinte fomos jantar no Les Brassin, em Bruxelas. O restaurante é simpático e a comida é boa, mas ele é um pouco afastado do centro. Nessa noite eu escolhi a Orval, e não achei grande coisa. Não que fosse ruim, simplesmente não era saborosa … Eduardo ficou com a Bon Secours Ambree, essa sim muito melhor (apesar de ter vindo numa garrafinha parecida com garrafa de champagne, muito estranho).

 

 

 

Estava meio chuvoso em Bruges, desculpa perfeita para uma cerveja! Dessa vez ficamos com a Família Corsendonk: eu com a Corsendonk Dubbel, Eduardo com a Corsendonk Bruin. Achei a minha melhor, a de Eduardo era um pouco amarga.

 

 

À noite, acabamos jantando no restaurante do hotel (esse também merece um post à parte). Nós escolhemos a Leffe Blonde. Em termos de blonde, acho que foi a melhor cerveja que já tomei. Eduardo até comentou que essa era a única “blonde com personalidade” que ele conhecia. Às louras de plantão: pode bater que eu deixo.

 

 

Depois do jantar, fomos ao Delirium Cafe para fechar a noite (depois não sabemos porque ficamos doente). Eu escolhi uma Karmelita Tripel, muito boa, e Eduardo escolheu uma Rader Ambree (também muito boa, como não poderia deixar de ser).

 

 

 

Tínhamos que esperar para dar a hora da nossa reserva no restaurante, e qual a melhor forma de esperar passar a hora do que bebendo cerveja belga.  Dessa vez ficamos com a Família Leffe – Leffe Tripel para mim, Leffe Brune para Eduardo. Eduardo implicou que a cerveja dele tinha gosto de queimado (???), daí acabou trocando comigo. Como eu adorei todas, troquei numa boa. E declaro desde já que a Família Leffe “rock”!

 

 

Fomos jantar nesse restaurante maravilhoso, o Roue D’Or (até melhor que o Les Chapeliers). Dessa vez eu fiquei com a Chimay, que o garçom descreveu como uma “strong blonde”. Eduardo ficou com a Gueuze, que achamos um pouco adocicada, quase com gosto de refrigerante (é uma dessas cervejas “lambic”, um pouco mais doces que cervejas convencionais).

 

 

Essa é uma homenagem a Luxemburgo … tentamos uma das cervejas deles, a Battin, mas era uma pilsner sem muita personalidade. Foi aqui que acabou minha experimentação com as cervejas, e começou um mundo novo com os vinhos de Paris. Mas isso fica para outro dia.

 

 



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