Archive for August, 2008

Alugue Um Ruminante

Estava eu voltando para casa ontem a noite, no onibus numero 43 (apesar de ter assentos, os onibus daqui nao tem acento ), quando de repente vi um terreno cheio de cabras e, claro, cheio de gente olhando. Tenho que fazer ressalva ao povo do Brasil que cabra e coisa rara por aqui, tanto que e muito comum se ver esses bichos em zoologico. No zoologico de Seattle tem ate barata, outro bicho muito raro nas bandas de ca (podem morrer de inveja).

 

Reparei que mais adiante, perto do terreno, tinha um caminhao pequeno com os dizerem “Rent-A-Ruminant” na porta. Voltei para casa e perguntei ao Google do que se tratava. A historia completa e que ha algum tempo atras, uma mulher teve essa ideia brilhante de usar ruminantes para limpar terreno baldios, necessario quando alguem esta interessado em fazer construcao naquele terreno, ou so limpar a area. Quando precisamos fazer um servico desses aqui na regiao, geralmente recorremos aos mexicanos ou vietnamitas; agora temos a opcao de usar cabras! Essa mulher comecou com dez cabras ha tres anos atras e hoje ja tem mais de cem.

 

E olhe que o negocio funciona. Abaixo tem duas fotos, uma antes e outra depois da devastacao das cabras. O que me faz lembrar que, se voce gosta muito do seu quintalzinho florido e cheio de plantas maravilhosas, nao invente de levar uma cabra bonitinha para passear no seu quintal. Ta vendo o que vai acontecer, nao e?  Por sinal, isso tambem me faz lembrar uma das muitas casas que fomos ver. Nos a chamamos carinhosamente de “casa torta” porque nunca vimos um lugar tao torto na nossa vida. Juro que se voce jogasse uma bola de gude no chao ela iria parar la na rua, de tao inclinado que era. A corretora, muito simpatica, contou como pontos positivos da casa o fato da vizinha ter galinhas e cabras, e sempre trazia ovos frescos e leite de cabra para os donos da casa. Espichei o pescoco pelas janelas para ver se vinha o zoologico da vizinha mas nao vi nada. Mas essa historia das cabras nao me encantou muito nao. Logo eu, atras de vida urbana, ser vizinha das cabras e das galinhas. Me poupe. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pra Carlos (e outros fãs de gatos)

Quem não viu este post no blog de Ivan tem que ver:

 

http://deperto.spaces.live.com/blog/cns!6A4DFC35BFB4DFE0!440.entry

 

Em homenagem a Carlos.

Final de Domingo

Atire a primeira pedra aquele que nao tem aquele sentimento de final de festa quando chega domingo a noite. No Brasil o final de domingo era ainda pior, porque qualquer lugar que voce fosse tinha a TV ligada passando Faustao ou Silvio Santos (ou pior, Fantastico!). Olha que ja estamos fora do Brasil ha quase 10 anos e acredito que final de domingo por la ainda seja assim, um sinal de quanto as coisas nao evoluiram no quesito domingo.

 

Mas minha queixa de final de domingo nao e nem tanto a questao de que o proximo dia e segunda-feira. Primeiro, porque eu gosto do meu emprego, entao ir trabalhar nao me angustia nem um pouco. Segundo, porque ja percebi que as semanas passam tao rapido, mas tao rapido, que quando eu menos espero la vem a sexta-feira de novo. Parece ironico, mas tem horas que eu desejo que a segunda-feira se extenda um pouco mais, e que o tempo desacelere um pouco para eu poder assimilar os dias com mais calma.

 

Pois bem, minha maior queixa do domingo, e eu sei que vai todo mundo dizer “mas isso e o que e o bom do final de semana!”, e a questao da falta de rotina. Passamos a semana naquela vidinha que nem relogio, casa-trabalho (com um ocasional jantar/cinema/”whatever” no meio de vez em quando), comida saudavel, dormindo no mesmo horario, etc, que quando chega final de semana todas as regras sao jogadas para o ar. Geralmente dormimos tarde e bebemos (bem, eu bebo) muito, acordomas (bem, Eduardo acorda) tarde, almocamos 3 horas da tarde, vamos fazer brunch (um cafe da manha bem reforcado tipico dos americanos) 10 da manha e depois ficamos sem fome ate 4 da tarde, comemos doce e fritura mais do que talvez devessemos … tudo muito divertido, mas chega domingo a noite meu organismo esta um tanto quanto atrapalhado e implorando por uma rotina menos auto-destrutiva. Ok, eu admito que ainda tem o fator “estamos ficando velhos”, o que significa que nossa tolerancia ao excesso de alcool, falta de horas de sono, e dieta pobre em nutrientes anda diminuindo de forma alarmante. Mas acho que tem algumas vantagens em ficar mais velho. Nao sei ainda quais, mas sei que tem. De qualquer forma, desejo uma otima segunda-feira para todos. Voces vao ver, quando se menos espera ja e sexta-feira de novo.

Ride the Ducks

Turista sofre, eu bem sei. Mas os turistas de Seattle sofrem em dobro. Sabe aquelas coisas que so turista faz, que nem ficar andando naqueles onibus de dois andares “hop-on hop-off” e andar em bando, com  o guia na frente com a bandeirinha levantada para ninguem se perder? Pois bem, aqui em Seattle turista anda de “Ride the Ducks“, algo como “Dirija Com Os Patos” (eu acho). O Ride the Ducks e esse veiculo ai embaixo:

 

 

Eu sei, voces devem estar se perguntando, e porque e que ele tem formato de barco? Querem adivinhar? Exatamente, ele entra na agua. Que nem pato, anda na terra e nada na agua. Voce acha que e mico demais, ate para turista? Pois nao acabou nao. Ao pagar o ingresso do treco ai (25 dolares para uma hora e meia de passeio, na terra e na agua), voce ganha um Wacky Quacker! Para os mais curiosos, o Wacky Quacker e um “noisemaker” (fazedor de barulho), como eles mesmo chamam no site, em formato de bico de pato. Voce coloca na boca, fica com cara de pato, e quando assopra faz barulho de pato. Olha so que programao para turista desocupado!

 

Agora que estou trabalhando no Pier 70, grande reduto de turistas, eu vejo os Ride the Ducks direto. Os turistas ficam dando tchauzinho dali de cima, mas eu prefiro nem ficar olhando para eles. Sabe aquela coisa de voce por um segundo se ver naquela situacao e ficar morrendo, mas morrendo de vergonha? Mas turista e assim mesmo: voce esta visitando um lugar onde ninguem te conhece (ou pelo menos assim voce espera), dai que voce vai nos Ride the Ducks da vida sem se preocupar de ser ridicularizado eternamente pelos colegas de trabalho. Eu bem sei – atire a primeira pedra aquele que nunca andou em onibus de turista e nao seguiu guia com bandeirinha na mao!

 

Aviso as visitas de Duda & Nara – todo mundo que ficar hospedado la em casa daqui para frente vai ter que ir no Ride the Ducks. Quero ver quem tem coragem de nos visitar agora.

Memoraveis

Sexta-feira passada fomos a um restaurante novo que abriu em Capitol Hill, o Olivar. Vou abrir um parentese aqui (sem acento, para variar) para dizer que o restaurante e maravilhoso e eu recomendo de montao.  Eles tem uns “small plates” (pratos pequenos) que de pequenos nao tem nada. Eduardo e eu pedimos tres e saimos bem satisfeitos. O predio e bem antigo (fica em frente ao Harvard Exit Movie Theater, para quem conhece a regiao), e a minha parte favorita sao as pinturas que eles tem na parede, que contam a historia de uma lenda russa. Nao e a toa, aparentemente o primeiro restaurante a abrir naquele lugar foi o Russian Samovar em 1931. Meu unico problema com o lugar (unico mesmo) e que a acustica nao parecia muito boa e o restaurante era bem barulhento. Como nada e perfeito, deixei passar.

 

Mas minha historia nao e sobre o restaurante, mas sobre a garconete do restaurante. La para o final, quando ja estavamos para ir embora, ela vira e fala (em ingles):

- Voces sao brasileiros, nao?

- Uhm … sim.

- Eu lembro de voces ha muitos anos quando eu era garconete no Voila Bistro. Voces sao memoraveis porque nao tem muito brasileiro nessa regiao.

 

Duas coisas me chamaram a atencao nesse dialogo. Primeiro, ja tem algum tempo que nao vamos ao Voila Bistro (por sinal, vou abrir outro parentese aqui para recomendar o restaurante, tambem muito bom), na verdade desde que fomos para DC. A memoria dela, considerando que ela e uma garconete que encontra varias e varias pessoas por dia, e que e memoravel. Depois, que historia e essa que nao tem brasileiro na regiao? Todos os meus amigos sao brasileiros. Fora do trabalho, so saimos com brasileiros. Onde e que essa mulher mora???

 

A verdade e que Eduardo e eu ja reparamos que Seattle e um outro mundo diferente do Eastside. Voce tem a mesma sensacao de quando esta na Europa, com paises minusculos, mas e so atravessar aquela fronteira que os costumes, as pessoas, tudo muda. Parece outro planeta. Em Seattle voce nao ve indiano, por exemplo, apesar do Eastside ser infestado de indianos. Eu me lembro que quando pegava o onibus de Redmond para trabalhar em Seattle, os passageiros pareciam todos normais, classe media indo para o trabalho (como eu). Aqui em Seattle, o onibus carrega desde gente normal (e eu vou me incluir nesse grupo) a bebados, mendigos, estudantes, loucos, gente com cabelo pintado de azul, e por ai vai … Me lembro uma vez que entrou esse mendigo no onibus taaao fedorento, que dali a 10 segundo o onibus inteiro cheirava mal. O motorista pediu para ele se retirar porque estava ficando insuportavel. Ele era uma figura, um mendigo com a barba enorme e vestido parecendo um hippie. Ou aquela vez que tinha um cara com uma mascara de doente, so que de couro preto. Resolvi ficar longe – ou ele estava doente ou era louco, e em qualquer desses casos eu preferia nao estar por perto. Ou aquela vez que o mendigo sentou junto de mim, perguntou o que eu estava lendo, e comecou a me falar dos livros favoritos dele. Eu hein, mendigo que le? Mas pensando bem, mendigo e que tem tempo de ficar lendo livro na biblioteca o dia inteiro, eu tenho que trabalhar. E ou nao e???

 

Realmente, Redmond e Seattle sao dois mundos distintos. E por enquanto eu prefiro Seattle.

Negocio da China

E ai, essa casa ai embaixo te lembra alguma coisa? Pois e, igualzinha a casa que tinhamos quando moravamos em Redmond. A planta da casa e a mesma (cheque as fotos aqui), e apesar da casa deles ter umas coisas melhores que a nossa (a cozinha tem pedra inteira de granito e o quintal e mais arrumadinho), a nossa tinha hardwood no andar de baixo e a estante embutida (nada que nao se consiga colocar depois, diga-se de passagem). A casa que voces estao vendo abaixo e a do nosso ex-vizinho da esquerda (se voce olhasse de frente para nossa casa). Tenho que admitir por uma fracao de segundos eu fiquei com saudade da nossa casa e do tempo que moravamos em Redmond, mas passou rapidinho.  E apesar de nao se tratar de Olimpiadas, seria negocio da China porque eles estao pedindo na casa $40,000 a menos do preco que vendemos a nossa. Mesma planta, casas vizinhas – quer prova maior que preco de casa esta caindo??? Se negociassemos bem, talvez ate conseguissemos cortar uns $20,000 desse preco. Mas nao precisam ficar com peninha dos nossos vizinhos – eles compraram a casa por $280,000 em 1996 de acordo com o Refin, dai que eles vao sair com algo em torno de $360,000 nessa historia (isso, claro, sem descontar impostos e outros custos com agente). Tem uma outra casa vendendo, pertinho dessa (veja aqui), em que os donos nao deram muita sorte. Eles estao pedindo $630,000 na casa, so que eles compraram por $570,000 em novembro de 2005. Depois que descontar imposto e taxas com agente, nao sobra mais muita coisa. Mas hoje em dia, se voce nao sai perdendo dinheiro ja esta bom demais.

 

 

 

Pergunta agora se queremos voltar para a casa de Redmond, uma casa muito legal, pagando menos do pelo que vendemos nossa casa? Naaaao. Agora queremos outra casa, de preferencia uma que a gente nao consiga comprar, porque e da natureza humana nunca ficar satisfeito com o pode, mas sempre querer o que nao pode.  Que nem, por exemplo, essa casa ai debaixo. A casa tem uma localizacao MARAVILHOSA - fica em Capitol Hill, na 15th Street, a duas quadras de restaurantes (o Coastal Kitchen por exemplo, que eu adoro), mercados, cafes. A 15th St. e uma rua muito agradavel em Seattle, e Capitol Hill e um dos meus bairros favoritos. Ela e bem grande para padroes de Seattle (2700 sf, em torno de 250 m2). Eduardo e eu fomos la esse final de semana, ja que ela estava aberta para visitas. O problema, alem do fato dela custar $947,000? Tem algumas, bem, varias reformas que precisam ser feitas. A comecar, tem tanto papel de parede, e feio, que chega a desanimar (veja fotos aqui). Um dos banheiros, por sinal, tem o papel de parede combinando com a cortinha da banheira, coisa que nunca vi na vida e espero nunca ver de novo. Medonho! Os banheiros e a cozinha estao precisando de uma reforma seria. Ah, sim e ela precisa de mais um banheiro (ela so tem um banheiro no andar de cima, o que quer dizer que nao tem suite de casal). Mas pela localizacao e tamanho da casa, uma pessoa que estivesse disposta a reformar iria ficar com uma casa muito acima de 1 milhao, que e o preco medio das casas nessa regiao. Assumindo, claro, que o mercado imobiliario nao vai cair 20%, o que de fato eu nao duvidaria a essa altura do campeonato. Ai ao inves de uma casa de 1 milhao voce terminaria com uma divida de dar medo. E ai, vai encarar o risco?

 

 

Ora Nabos!

Convidei uns amigos para jantar aqui em casa e inventei de fazer uma receita diferente. Folheando um dos livros de receitas que tenho, vi uma que me agradava bastante, mas fiquei me debatendo com os ingredientes. O problema é que a receita era em português, e como eu só aprendi a cozinhar quando me mudei para os Estados Unidos, tenho um problema sério para traduzir os ingredients. É o mesmo princípio para explicar minhas tarefas no trabalho – eu trabalho em inglês e só uso termos em inglês, daí que quando vou contar uma história sobre o meu trabalho para alguém (geralmente o pobre do Eduardo), saí um português misturado com inglês de doer. Fazer o que, nunca trabalhei em português, assim como nunca cozinhei em português!

Pois bem, um dos ingredientes da receita era nabos. Ora bolas, como é nabos em inglês??? Eu não uso nabos com muita frequência na minha dieta (alguém por aí é fã de nabos?), e nunca tive muita curiosidade de ficar mexendo na sessão de legumes do mercado, daí que não tinha a mínima idéia de como era nabos em inglês. Uma rápida pesquisa no Google elucidou minha questão: “turnip”. Isso mesmo, nabo e “turnip” em inglês. Ok, depois dos nabos, a receita ainda pedia “cúrcuma ou colorífico”. Como? Imaginei que fosse algo para dar cor, pelo nome colorífico, mas como é que eu encontraria isso no mercado. Pois bem, cúrcuma é “tumeric” em inglês, um desses temperos que deixa tudo amarelo. Depois do nabo e da cúrcuma, passei a pesquisar somente nos meu livros de inglês para cortar no tempo da tradução.

Falar em receita, fiz uma sopa de “Hummus e Zucchini” que foi o maior sucesso. Olha só que maravilha – fácil de fazer, saudável e gostosa. É brincadeira ou quer mais? Estou passando a receita abaixo – para quem mora no Brasil, boa sorte para traduzir os ingredientes

Ingredients
1 tbsp olive oil
1 small onion, sliced
3 zucchini, sliced (essa eu tive que pesquisar – zucchini é um tipo de abóbora, mas muito diferente da abóbora tradicional que comemos no Brasil. Estou mandando uma foto no link do zucchini porque não tenho a mínima idéia do nome em português, e nem sei se vende essa variedade no Brasil. O que eu usei foi o tal do “mature zucchini” da foto)
2 cups vegetable or chicken stock (compra pronto no mercado, eu usei “chicken”)
6 oz/175 g ready-made hummus (por aqui encontro no mercado)
fresh lemon juice to taste
salt and pepper

1. Heat olive oil, add the onion and zucchini slices, cover and cook stirring occasionally for about 3 minutes until they begin to soften.
2. Add stock, bring to a boil, reduce the heat, cover and simmer for about 20 minutes until the vegetables are tender.
3. Remove the pan from the heat and set aside to cool. Transfer everything to a blender or food processor and process to a smooth puree.
4. Add the hummus to the pureed soup in the blender or processor and process to combine.
5. Return the soup to the pan and reheat. Taste and adjust the seasoning with salt, pepper, and lemon.

Quanto ao número 5, eu sei que tem o povo que detesta aquela história de “coloque limão no olho”, mas esse é o caso aqui. O segredo da sopa está no gostinho do limão, daí que você tem que ir colocando e experimentando. Eu fiz duas receitas e coloquei um limão inteiro, se serve de referência. Mas “don’t go lemon crazy” como eles falam aqui, você pode estragar a receita. Vá colocando aos pouquinhos, sempre funciona melhor assim. E boa sopa para vocês.

I Didn’t Know I Was Pregnant!

Nada de alvoroco, pois nao se trata de mim.  Trata-se de um programa que eu estava assistindo ontem no Discovery Health com esse titulo, que em portugues seria algo como “Eu Nao Sabia que Estava Gravida”. Eu ando desistindo de assistir a filmes e seriados de ficcao – a realidade e tao mais interessante! Nao sabia que estava gravida??? E isso e la possivel??? De acordo com as mulheres do documentario, elas nao sentiam nenhum sintoma de gravidez – enjoo, cansaco, etc. Elas chegavam ate a perder peso durante a gravidez, veja so. Bebiam, faziam bastante esforco fisico e nao faziam os exames devidos, tudo absolutamente “no no”. A historia em geral era a mesma – estava tudo muito bem, ate que um dia elas sentiam uma dor terrivel e iam parar no hospital, sendo dai informadas pelo medico de plantao que estavam gravidas … e prestes a dar a luz! Ja pensou que susto, voce vai para o hospital com dor de barriga e volta com um filho. Cruzes, eu teria um ataque de nervos.  As vezes nem dava tempo de ir para o hospital. Teve uma mulher que teve filho no chao do banheiro, com o marido ajudando. Ele ligou para o 911 desesperado pedindo uma ambulancia, mas nao deu tempo e o menino nasceu antes. O mais engracado (eu sei, nao e engracado, mas pareceu na hora) foi ele, ao telefone, perguntando aos paramedicos que estavam chegando de ambulancia: “Ih, a cabeca esta saindo, empurro o menino para dentro ate voces chegarem?” “Naaao, nao empurre o menino para dentro, vai piorar a situacao. Se ele quer sair, deixe ele sair!”. Teve outra que deu a luz a gemeos! Perai, gente, se eu visse um filme com essa historia eu acharia ridiculo. Voce nao sabia que estava gravida … de gemeos? O que voce achou, que passou 9 meses com gases???

 

E ja que estamos falando desses programas maravilhosos para fazer voce perder seu tempo precioso, tem um outro que eu adoro – Jon and Kate Plus Eight. Podem checar, e hilario. Trata-se desse casal, Jon e Kate, que tiveram gemeos. Nao contentes em ter “somente” dois filhos, eles fizeram tratamento para ter mais … e vieram mais seis. Se voce acha dificil lidar com um ou dois meninos, imagine oito meninos. Tudo e operacao de guerra e producao em massa. Hora do banho: operacao de guerra. Hora de acordar: operacao de guerra. Alimentar oito criancas: producao industrial de refeicoes. A filosofia de Jon e Kate deve ser a mesma de um alcoolatra tentando se livrar do vicio: tenho que sobreviver a esse dia … so mais um dia … Lembro-me bem desse episodio que era aniversario de Jon, e Kate fez uma festa surpresa para ele. Nao so fez uma festa surpresa, mas ela teve esse plano (de novo, mais parecendo operacao de guerra) de espalhar as criancas com tios, primos, cunhados e quem tivesse disposto a pegar um para que eles pudessem, somente os dois, fazer uma viagem romantica para Key West. Quando ela anunciou o plano para ele, no meio do jantar surpresa e oito criancas em volta, ele olhou com aquela cara de nao acredito e disse: “Nossa, eu nunca, jamais, pensei que nessa vida eu poderia tirar ferias a sos somente com minha esposa de novo”. Impagavel, nao tem ator no mundo que consiga expressar a espontaneidade daquele momento desesperador.

 

P.S.: Estou num computador sem acentos hoje. Ou pelo menos nao estou achando os acentos por aqui.