Archive for July, 2008

I Love Shoes

Será que é só eu ou toda mulher tem fascinação por sapatos? E também por bolsas, roupas, jóias … Meu ponto fraco são os sapatos e as jóias (mais para bugiganga do que jóias na verdade), mais até do que roupa, mas para a sorte de Eduardo eu sou a maior pão dura e não quebro o orçamento da casa com essas coisas. Afinal de contas, tenho que guardar dinheiro para nossas viagens, que são a paixão da minha vida

Voltando aos sapatos, eu adoro entrar em lojas de sapato, ficar admirando os modelos, imaginando com que roupa eu usaria cada um, pensando no que ainda falta no meu guarda-roupa (nada, diga-se de passagem). Esses dias fui a Nine West e a vendedora virou para mim na hora: “Nossa, toda hora você está aqui. Você deve gostar muito de sapato, não?”. E olha que eu nem vou a Nine West com a mesma frequência que vou a outras lojas. Apesar disso, nem tenho tantos pares de sapato assim. Não mesmo.

Não só gosto de sapato como gosto de admirar o sapato dos outros. Seguindo a minha teoria que homem gosta de impressionar homem e mulher gosta de impressionar mulher, acho que mulher tem o maior fetiche por sapato para mostrar para outras mulheres o quão bonitas e sofisticadas elas são. Porque todo mundo sabe que homem não presta a mínima atenção. Dos últimos 5 elogios a seu sapato que você recebeu ultimamente, quantos foram de homens? Heim, heim? Pois eu te digo, nenhum! Homem pode até olhar para você e achar que você está mais bonita aquele dia, mas eles são incapazes de identificar o porque: é o sapato? A roupa? A maquiagem? O corte de cabelo? Ai, ai, é preciso tanta paciência…

Infelizmente, americano nunca foi famoso pela elegância, o que vale para eles é o comforto. É tênis branco (que nunca deveriam sair da academia), sandália com meia, crocs (que também nunca deveriam sair do jardim), e por aí vai. Mas eu concordo, manter a elegância machuca o pé!

Só para fechar, queria dar uma dica maravilhosa que descobri esses dias. Estava andando na Macy’s e vi esse tal de “Back of Heelz Pillows“, da Hue. Sabe quando você tem aquele sapato meio folgado no calcanhar que acaba machucando e causando bolhas? Pois é, é so colar o tal do “Back of Heelz Pillows” no sapato e é alívio instantâneo. Sob o risco de me contradizer, já usei num sapato novinho que comprei na Nine West e acho que vou comprar outro par do tal do “Back of Heelz” para outro sapato que comprei na Aldo. Mas juro, não tenho muito sapato não

Paris, Aí Vamos Nós

Pronto, já estamos de passagens compradas para nossas férias de setembro. Estamos indo para Paris, Bélgica, e talvez Luxemburgo. Nós já fomos a Paris há uns cinco anos atrás, e confesso que não fiquei muito encantada com a Cidade das Luzes. Para começar, eu tinha expectativas muito altas já que todos me diziam que eu iria AMAR Paris. Junte-se a isso o fato de que estava extremamente quente quando fomos e Eduardo ter ficado meio doente. Pronto, receita para desastre. Ok, estou exagerando porque não foi nenhum desastre, Paris é extremamente linda, mas eu me sinto na obrigação de voltar lá e tirar a teima. Queria eu que todas as minhas obrigações na vida fossem nesse nível, acho que seria uma pessoa mais feliz.

 

E por que Bélgica? Na verdade a pergunta deveria ser: e por que não? A Bélgica é famosa pelas cervejas, waffle, chocolate, e “mussels” com batata frita (não sei a tradução de mussels, é um desses mexilhões do mar). Tudo bem que não gosto dos tais dos “mussels”, mas não reclamaria de passar uma semana na base da cerveja, batata frita e chocolate. E waffle no café da manhã. Não mesmo. Depois, a Bélgica vai se acabar. É sério, aparentemente eles têm a maior crise de identidade, com o povo falando “dutch” ao norte completamente separado do povo falando francês ao sul. Temos que ir lá antes que isso aconteça!

 

Luxemburgo entrou na história meio que de acidente. Estamos passando uns dez dias entre Paris e Bélgica, daí decidimos encaixar Luxemburgo um dia só para ver do que se trata. Não tenho grandes expectativas, o que na verdade é sinal de que acabe gostando. O maior problema dessa viagem toda tem sido a queda do dólar, tudo fica tão mais caro depois que você converte o diabo do euro!!! Bem, eu tenho a opção de não ir e ficar em casa reclamando o quanto tudo é caro … nah, eu prefiro gastar o equivalente a meu salário de dois meses e ir. Depois eu penso nas contas para pagar. 

 

Triste Fim de um Dente

Há algumas semanas atrás eu fui ao dentista. Antes de continuar minha história, vou fazer um porém aos amantes da língua portuguesa – repararam nos acentos???  Continuando, antes não tivesse ido. Tenho que ressaltar que eu tenho a maior frustração com minha saúde bucal, desde que me lembro como gente. Lembro-me muito bem de ir (ou melhor, ser levada) ao dentista de 6 em 6 meses quando criança, passar o flúor que eu tanto odiava (e ainda odeio), e ainda ter que tratar das várias e várias cáries. Lembro-me também de minha irmã, que nunca tinha cárie, apesar de nunca escovar os dentes. Eu sempre fui muito disciplinada (pode dizer, eu chego a ser chata de tão disciplinada) com minha higiene bucal, e para mim parecia muitíssimo injusto que eu sempre tinha problemas e ela não. Hoje em dia quase não tenho cáries, até porque já não sobrou muito dente sem obturações , mas ainda me chateio muito no dentista. Que nem semana passada.

 

Depois do exame, o dentista disse que queria me mostar “uma coisa”. Daí ele pegou aquela micro-camêra e começou a filmar dentro da minha boca e tirar fotos para me mostrar. Eu estava acompanhando tudo pelo monitor, e de repente vejo um dente que parecia estar trincado. Achei que fosse ilusão de ótica, meu dente jamais poderia estar trincado. Daí o dentista me aponta esse mesmo dente no monitor e diz: “Está vendo esse dente? Tem quatro rachaduras, de fora a fora. Ah, e tem uma cárie também. Vamos ter que fazer uma coroa nesse dente. Ele também pode quebrar no meio tempo, então recomendo que você tome cuidado e fique longe de nozes e outras coisas do gênero”. Como assim, quebrar??? No final, vim a entender que isso aconteceu porque tem uma área enorme de obturação naquele dente, que com o tempo foi forçando as paredes do dente até ele não aguentar e, bem, trincar. Pois é, aos 30 anos eu já tenho um dente condenado, perdido, às vésperas de quebrar com uma noz comida de mal jeito.

 

Má notícia, tanto financeira quanto emocionalmente. Como o plano só cobre 50% do tratamento de coroa, vou acabar desembolsando uns 500 dólares (era para ser 1000 dólares pelo meu plano maravilhoso, mas o plano dentário da Microsoft cobre outra parte e acabou ficando 500 dólares – santa Microsoft). Depois, tem o fator coroa. Afinal de contas, coroa e para … coroas! Ou pessoas que não cuidam bem dos dentes. Eu cuido muitíssimo bem dos meus dentes (recebo elogios toda vez que vou fazer limpeza), e não sou coroa. A esse passo, quantos dentes terei aos 60 anos? Bummer.

Por Que Morar em Cidade Emagrece

Eu tenho uma teoria que morar em cidade emagrece. Veja bem, como toda boa advogada, eu falo isso com um daqueles “disclaimers” de propaganda de remedio para emagrecer: se voce comer em moderacao e/ou fizer exercicios. O que, por sinal, tem bastante logica 

 

De qualquer forma, numa cidade que nem Seattle, por exemplo, voce tem problemas para estacionar o carro. Os espacos sao mais caros, logo as lojas, casas, etc, ocupam espacos menores. E ainda tem o fato dos predios serem mais antigos, e por consequencia nao terem garagem. O resultado e que voce paga muito bem pago para estacionar o carro, e hoje em dia tambem para abastecer o carro. Como cidade em geral tem um sistema de transporte publico melhor que suburbio, andar de onibus vira uma otima opcao.

 

Olhe eu, por exemplo. Se eu fosse dirigindo para o trabalho, eu teria que pagar uns $200 de estacionamento (isso sem contar a gasolina). Pegando o onibus, vou de graca, ate porque a empresa paga pelo passe do onibus mas nao da nenhum subsidio para quem dirige. Pegar o onibus ja envolve andar um bocadinho – no meu caso, umas duas quadras de casa para chegar no ponto e mais outras quatro ou cinco (com ladeira) para chegar no trabalho.

 

Veja hoje, por exemplo. Eu tinha feito essa massa maravilhosa de waffle na noite anterior (tao especial que ela dormiu a noite inteira no maior comforto da minha cozinha) e queria uma waffleira profissional, nao a de $20 que eu tinha comprado no Fred Meyer anos atras. A Bed Bath & Beyond no centro de Seattle, claro, nao tem estacionamento. Fui andando do trabalho para la e comprei a bendita waffleira. Nisso eu tinha comprado um sapato pela internete que nao coube, dai tive que ir na loja (umas boas cinco quadras de distancia) devolver o sapato. Nesse trajeto eu estava carregando uma waffleira (grande e pesada), um sapato e meu livro sobre “Real Estate Law” de 300 paginas. Isso fora a bolsa normal de 5 quilos que toda mulher carrega. Depois que devolvi o sapato, pensei que tinha tantas lojas em promocao, e o tempo estava tao bom, que bem que eu poderia dar uma voltinha. Meia hora depois peguei meu onibus. Ok, eu admito que esse exercicio todo foi para o beleleu depois que eu comi os waffles (maravilhosos, um deles com recheio de chocolate), mas seu eu tivesse feito esse percurso todo de carro meu debito calorico seria MUITO maior. Tai a explicacao de que porque as francesas comem e nao engordam. E o fator cidade. 

Yakima

Com o final de semana prolongado por aqui (feriado de 4 de julho), aproveitamos para conhecer a regiao de Yakima, aqui no estado de Washington. Yakima e bem famosa pelas vinicolas (voces acham que eu iria para la so para apreciar a paisagem ), e apesar de nao ser muito longe daqui (em torno de 2 horas e meia de carro), a regiao e bem diferente em termos de paisagem, quase um deserto.

 

Saimos sexta de manha em direcao a Yakima acompanhados de um casal de amigos (a turma ainda incluia a mae de um deles e dois cachorros ). Chegando la, largamos as coisas no hotel e fomos em direcao a primeira vinicola do dia. Na vinicola encontramos outra turma de amigos nossos que tambem tinham ido passar o feriado na regiao, mas eles estavam acampando. Acabando ficando juntos o resto do dia e fazendo um churrasco no “acampamento” a noite. Eu sei que natureza e muito legal e lindo de morrer, mas descobri rapidinho que esse negocio de acampamento nao e para mim depois que os primeiros mosquitos me atacaram.  Chegamos a noite no hotel agradecidos pela caminha quente, quarto ”mosquito free”, chuveiro a vontade para tomar banho … ok, eu admito, assim como uma amiga minha me disse, eu sou do tipo “high maintenance”.

 

Sabado, o que fizemos? Fomo a vinicola, claro … e depois a outra vinicola. Para voces nao acharem que so fizemos beber esse final de semana, tambem fomos a uma fazendinha para colher blueberry, bem assim em sincronia com a natureza, visitamos a Darigold, famosa pela producao de laticinios aqui na regiao (aproveitamos para comprar um queijinho para nosso piquenique na vinicola), e ainda visitamos a Chukar, famosa pelas cherries cobertas de chocolate. Tenho que fazer uma pausa aqui para dizer o quao bons sao os produtos da Chukar … eles tinham varios “samples” para experimentarmos na lojinha, e acho que estourei minha cota de caloria da semana naqueles 15 minutos que passei na lojinha da Chukar. A noite saimos para jantar num dos unicos restaurantes abertos da cidade, pois quase todos tinham fechado por conta do feriado. Meu Deus do Ceu, onde vai para esse capitalismo americano??? Mas para compensar essa farra toda, hoje pela manha passei na feirinha da cidade e comprei muitas e muitas verduras. Nem preciso dizer, vamos passar a semana na base de vagem, folha e peixe grelhado para compensar o estrago calorico do final de semana. Oh well 

 

Confiram as fotos no Flickr.

 

Columbia Crest, uma das minhas vinicolas favoritas!
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Columbia Crest
YAKIMA04

Hyatt Vineyards
YAKIMA05

Dede presa no sapato para nao sair fugindo por ai, cortesia de Eduardo
Yakima 020