Sabado pela manha voces vao me encontrar em dois lugares nesse mundo: numa academia de ginastica ou sentadinha na frente do meu laptop, de preferencia com minha quinta caneca de cafe na mao. Foi um desses sabados tipicos, dos quais voce nao espera nada, que de repente acontece algo.
Eduardo: “Nossa, acho que vai ter uma missa funebre ai na igrejinha do lado do nosso predio.”
Nara: “Como e que voce sabe???”
Eduardo: “Tem um desses carros funebres bem compridos ai na frente da igreja.”
Eu, louca para registrar o acontecimento, corri para pegar a camera, mas aquela altura o carro funebre ja tinha ido para a frente da igreja, longe da minha camera. Eu sei que ainda devo umas fotos do nosso apartamento (fica para outra hora), mas aproveitei a oportunidade para tirar foto da igreja que fica do lado do nosso predio e da nossa vista legal. 

A igreja chama-se Madison Temple Church of God in Christ, e a unica coisa que sei a respeito e que se trata de uma igreja de “African-Americans”. Todo domingo de missa e um festival de gente arrumadissima entrando na igreja, as senhoras com chapeu e tudo mais. E como nao poderia deixar de ser, quando abrimos a janela do apartamento conseguimos ouvir a cantoria gospel da missa deles – nao sou entendida do ramo, mas parece bem mais animado que missa catolica.
Mas voltando ao cortejo funebre, passei o resto da manha aqui colada no laptop a acompanhando os acontecimentos. Duas coisas me chamaram muito a atencao: primeiro, as pessoas que chegavam estavam arrumadissimas, pareciam que estavam indo para um casamento; segundo, todo mundo que chegava trazia algum tipo de comida. A certa altura eu ja estava pensando que se tratava de um brunch funebre. E que iria sobrar muita, mas muita comida. Juro que se eu nao tivesse visto o carro funebre chegando na igreja, eu acharia que se tratava de uma festa bem alegre, assim, que nem batizado.
Os americanos sao muito interessantes, no final das contas tudo se resolve com comida. Abencoados sejam os americanos. 





Me lembro muito bem como era em DC quando tinha aluno novo nas aulas da academia. Eles ficavam num canto da sala, suando a camisa para acompanhar a aula, e tudo o que o professor fazia era fazer aquele olhar do tipo “e ai, voce vai ser persistente o bastante para continuar ou vai desistir?”. Amei DC, mas o cidadezinha de povo dificil. Ok, tenho que fazer a concessao de que para quem morou a vida inteira no Brasil, DC e uma cidade extremamente desenvolvida, com pessoas educadissimas, baixos indices de criminalidade, uma maravilha so … para quem vem de Seattle, porem, a cidade deixa muita a desejar no quesito “civilidade”. Pois e, acredito que tudo na vida seja uma questao de ponto de referencia. 








