Archive for June, 2007

Somente em DC…

Aqui em DC acontece umas coisas que nunca, jamais, mas jamais mesmo, aconteceriam em Seattle. Uma visita ao supermercado, por exemplo. Ao inves de QFC ou Fred Meyer, aqui temos o Giant. Em uma das minhas idas ao Giant, logo que tinha chegado na regiao, percebi um carro de bombeiro parado na linha amarela defronte ao mercado. Pensei ate que o mercado tivesse pegando fogo, mas como nao vi nehuma comocao, acabei entrando. Para minha surpresa, la no mercado tinha um grupo de bombeiros … fazendo compras! Claro, a linha amarela na calcada nao serve so para emergencias, mas tambem serve para voce estacionar seu carro de bombeiro e ir fazer compras no mercado. Desde aquele dia ja vi varias vezes carro de bombeiro estacionado na frente do mercado (hoje de manha, por exemplo), dai ja sei que tem bombeiro fazendo compra.

 

A policia por aqui tambem e bastante peculiar. Nao raro nos vemos a policia andando com a luz da sirene acesa, mas sem aquela barulheira toda. Eduardo e eu ja chegamos a conclusao que eles fazem isso para chamar a atencao – meio que para dizer, “olha, estou passando, por favor nao invente de fazer confusao agora porque nao estou a fim de resolver problema de ninguem”. Carro de policia parado em fila dupla, fazendo “U turn” onde nao pode, ja vi de montao. Esses dias mesmo, quando Eduardo e eu estavamos saindo da garagem do nosso predio, tivemos problema para sair porque a saida da garagem estava meio interditada por um outro carro. Simplesmente, era um policial que tinha parado na porta da nossa garagem para multar um outro carro que estava estacionado em local proibido!!!

 

Pode ate ser que essas coisas nao acontecam so em DC, mas nunca, jamais, vi dessas coisas em Seattle.

Thanksgiving em Seattle!

Esta confirmado! A nao ser que aconteca algum imprevisto (bate na madeira), esta tudo certo para passarmos a semana do Thanksgiving em Seattle. Chegaremos dia 17 de novembro e voltamos dia 25 de novembro. Vai ser muito bom – rever os amigos, visitar os nossos lugares favoritos, enfim, voltar para casa.

 

 

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Final de Semana em Blacksburg!

Eduardo e eu passamos o final de semana na casa de uns amigos (Claudio e Mara) em Blacksburg, a cidade da Virginia Tech. Mara e uma amiga de Selma da faculdade, e nos conhecemos eles em Seattle. Na epoca eles moravam em San Diego e nos em Seattle. Agora eles moram em Blacksburg e nos em DC.

 

Blacksburg fica a quatro horas de DC, e em muitos aspectos me lembra Redmond, so que sem Seattle por perto. Ha vantagens em se morar por la: a vida e muito mais tranquila e barata (eles alugam um apartamento razoavelmente maior que o nosso, e pagam um terco do que a gente paga de aluguel!), e um lugar otimo para economizar dinheiro! Mas ha desvantagens tambem, e o pior de tudo para mim seria a distancia de um bom aeroporto. Ha o aeroporto de Roanoke a uma hora de distancia, mas nao ha voos internacionais e em geral e muito caro. O resultado e que muitas vezes eles acabam tendo que dirigir quatro horas para ir a DC or Charlotte (na Carolina do Norte) para pegar um voo. Ja pensou, voltar de 20 horas de viagem do Brasil e ainda ter que dirigir quatro horas para chegar em casa? Ninguem merece.

 

Aguardem pelas fotos! Quando chegamos la descobrimos que nossa camera estava com a bateria para acabar, dai acabamos usando a camera de Mara. Assim que ela mandar as fotos, eu posto no FlickR.

Relampagos e Trovoadas

Aqui em DC de vez em quando cai o maior temporal. E sempre assim: o dia esta lindo e ensolarado, e de repente vem aquela nuvem preta, o tempo fecha e cai aquele diluvio, digno de Arca de Noe, com relampagos e trovoadas. Dali a trinta minutos a chuva para e o tempo abre de novo, como se nada tivesse acontecido…

 

O Oscar nao se incomoda tanto com a chuva (imagina se incomodar com chuva, logo ele, que morou anos na chuvosa Seattle), mas ele nao e muito chegado as trovoadas. Talvez seja trauma do terremoto de 2001 em Seattle (nossa, como o tempo passa!). Na epoca, ele se escondeu atras da mesa do computador e ficou la ate que alguem o arrastasse a forca para fora. Agora, como ele ja esta um gato crescido, ele so faz esconder a cabeca embaixo dos armarios ou da maquina de lavar prato da cozinha, ate o diluvio passar… Pobre Oscar, ele nao gostou nada dessa mudanca. 

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Eu acho que eu vi um Zune

Até agora não tenho certeza, mas eu acho que vi um cara no metro com um Zune.  Tava meio de longe e escuro — pode ser que fosse outro player, não sei.

 

Admito que fiquei impressionado com como ninguém por aqui parece saber o que é o Zune.  Ô povo estranho.  De onde eu venho, acho que todo mundo sabe o que é o Zune…

 

Seja lá qual for a campanha que a Microsoft tem feito, acho que só tem funcionado entre os geeks.  Na Engadget (www.engadget.com) falam do Zune o tempo todo!  Mas o público que lê a Engadget não é lá muito típico.  Resta a esperança de que apesar de atípicos sejam formadores de opninião — seria um bom começo.

 

Espero que as coisas melhorem.  Apesar de eu não estar mais no time do Zune, continuo torcendo pra que o produto deslanche.

Double Blind Speed Dating

Se tem aguém que ainda não sabe como speed dating funciona, vou explicar.  Eles organizam um encontro onde homens e mulheres se encontram num restaurante ou bar e cada um fala com o outro por alguns minutos, depois trocam os pares.  Daí que no final da noite você indica se teve interesse por alguém e, caso o interesse tenha sido mútuo, os organizadores do evento repassam o telefone de contato para os dois.

 

Pois é, foi assim que eu e Nara nos sentimos quando fomos a um encontro do Meetup (www.meetup.com).  É um site em que as pessoas organizam grupos de interesse e marcam de se encontrar em algum lugar.  Nós fomos a um de um grupo chamado Portuguese Speaking in DC.

 

Assim que chegamos por lá, vimos várias pessoas sentadas numas mesas e a organizadora do evento nos perguntou: — Vocês querem ficar juntos ou separados?

 

Como assim separados?  Juntos, ora bolas.  Pois nos sentamos numa mesa com algumas outras pessoas, conversamos um tanto, e uns minutos depois o pessoal troca de mesas — a la speed dating.

 

Foi uma experiência legal, apesar do começo inusitado.  A maior parte das pessoas presentes eram estrangeiros que tinham algum tipo de afinidade pelo Brasil e estudaram portugês.  Aliás, vários deles falavam umas 4 ou 5 línguas — de deixar a gente envergonhado em falar só umas 2.

 

Taí mais um relato da nossa vida expedicionária.

Baltimore, MD

Aproveitamos o domingo para visitar Baltimore, a principal cidade do estado de Maryland (apesar da capital ser Annapolis). Como no domingo esfriou um pouco, ficando em torno dos “low 70′s F”, saimos todos encasacados (eu sei, low 70′s era motivo de comemoracao em Seattle).  Fomos a Baltimore com um casal de amigo nossos, Renato e Fernanda (ele trabalha na Microsoft com Eduardo, ela mora no Brasil ja que ainda esta terminando o mestrado). Baltimore e uma cidade muito simpatica; tem uma area perto do rio onde eles fizeram um calcadao para andar, muito agradavel. Mas confesso que nao ha muito o que fazer por la – fomos a praticamente todos os sites do guia turistico numa tarde. Portanto, se voce acha que Seattle nao tem nada para fazer, nao se mude para Baltimore.

 

Quando eu estava pesquisando para ir para Baltimore aprendi que Edgar Alan Poe morou boa parte da vida dele por la, e esta enterrado no cemiterio de uma igrejinha em Baltimore. Eu nunca soube disso! Como Eduardo nao tem muito interesse por cemiterio ou Poe, acabamos dando um passada rapidinha de carro pela igreja e na casa dele. A area onde esta a casa dele e meio barra pesada e nao muito bonita, dai eu nem tive interesse de descer para tirar foto. Fico pensando se na epoca dele tambem era assim baixo astral.  

 

Chequem as fotos no Flickr!

 

http://www.flickr.com/photos/eduardo-nara/sets/72157600340546420/

 

O Fenomeno das Sandalias Havaianas

Eu ja tinha reparado tal fenomeno em Seattle, e achei que fosse algo peculiar da regiao, mas quando mudei para DC nao pude mais negar esse fenomeno nacional. Eu sei que 99% dos meus amigos em Seattle trabalhavam na Microsoft, onde, como posso dizer, se vestir bem nao era de forma alguma prioridade. Mas eu, trabalhando na area de direito, sempre tive que me arrumar um pouco melhor – saia, meia fina, calca social, sapato de salto alto. Toda mulher sabe que andar de sapata do salto alto nao e das coisas mais confortaveis. Dai que surge o fenomeno da sandalia havaiana (ou tenis branco, durante o inverno).

 

Que fazem as pobres mulheres que, por conta do emprego, precisam se vestir um pouco melhor? Se arrumam em casa, com manda o figurino, mas ao inves do desconfortavel salto alto calcam uma sandalia havaiana (ou outra marca qualquer). Dai e so chegar no trabalho e trocar sua confortavel sandalia havaiana pelo desconfortavel salto alto (o que nao importa tanto, ja que voce fica sentada boa parte do dia). Vai sair para almocar? Mesmo procedimento: tira seu salto alto, coloca sua havaiana, sai para andar, e na volta troca pelo seu salto alto.

 

Eu, por exemplo, moro a 1 milha do trabalho. Ultimamente, que temos tido dias agradaveis, tenho ido andando ao trabalho com frequencia, e as sandalias vem a calhar nesse caso. Logo que cheguei em Seattle achava esse fenomeno o cumulo do deselegante, mas como todo fenomeno americano, onde conforto vale tudo, acabei me adaptando – e pior, gostando. Eu, porem, ainda tenho muito a aprender, ja que trago meu sapato todo dia. Ja cansei de ir em escritorios de varias mulheres por aqui e ver pilhas de sapatos embaixo da mesa – salto alto, salto baixo, sandalia, botas, enfim, para todas as ocasioes. Do jeito que as coisas vao, quem sabe um dia nao chego la?

 

 

Tragam de volta os piratas

Nara tá aí pra confirmar meu interesse em livros de sociologia, antropologia e outras “logias” mais.  São tópicos que me fascinam, até porque eu não tinha idéa de quanta ciência existe por tras das ciências humanas.  Acho que tendo formação em ciências exatas, a minha expectativa era de que as humanas fossem mais filosofia do que emprego de lógica e do método científico.  Engano meu, e daí parte do interesse.

 

Um fato interessante que aprendi num destes livros foi a diferença entre correlaçãocausalidade.  É muito comum misturar os dois conceitos.  Um exemplo simples está naquela história de que os franceses bebem mais vinho que os americanos e tem menos problemas do coração.  Logo vinho faz bem pro coração.  Hã?

 

Taí a correlação.  Vinho e menos problemas de coração.  Mas quem disse que uma coisa implica a outra?  Cadê a garantia da causalidade?  E a correlação também poderia ser utilizada pra dizer que os franceses tem menos problema do coração e bebem mais vinho.  Logo quem tem menos problema do coração gosta mais de vinho.  É verdade ou não é?

 

Tudo furada.  Correlação não implica causalidade, nem de um lado nem do outro.  É plenamente possível que exista um outro fator independente, como o fato dos franceses levarem um estilo de vida mais saudável, no qual tanto se bebe mais vinho quanto se cuida mais do coração.

 

Mas tudo isto foi só mesmo pra falar dos piratas e do aquecimento global.  Taí a prova de que foi o decréscimo do número de piratas no mundo que levou ao aumento da temperatura do planeta.  Tragam de volta os piratas!

 

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Taí o artigo original:

http://www.venganza.org/about/open-letter/

 

Seattle Sunday

Nosso final de semana foi bem tranquilo. Um dos nossos amigos de Seattle, Thiago, veio passar o Memorial Holiday em Nova York e aproveitou para nos visitar aqui em DC. Eduardo, claro, levou ele no escritorio da Microsoft e aproveitamos para sair para varios bares e restaurantes da regiao para mostrar como e legal morar em DC. Quem sabe ele nao muda para ca? 

 

Domingo tivemos um dia bem chuvoso, o que nos fez lembrar de Seattle. Ao contrario de Seattle, quando o povo daqui ve chuva acha bem aconchegante para ficar em casa fazendo nada. Nos que nao viamos um dia chuvoso como esse ha algum tempo, achamos bem divertido ficar em casa “porque esta chovendo” (tal argumento nao procedia em Seattle). Enfim, um final de semana tranquilo.