As totos já estão no Flickr. Aqui vai um resumo da viagem.
Dias 1-3: Milão. Bem, eu nem preciso repetir que adorei Milão. Suspeito que justamente pelo fato de que esperava muito pouca coisa. Não fiquei muito impressionada da primeira vez que fui à Itália, e não sendo Milão a principal cidade turística do país, achei que não fosse ser tão interessante. Mas justamente por não ser tão turística, a cidade é ótima. Se em Roma você só encontra turistas, em Milão você encontra italianos indo às compras, a restaurantes, andando pela rua. O sistema de metrô é muito bom, a cidade é muito legal (nosso hotel ficava numa área residencial muito agradável de se andar), a comida é boa, e os italinos … bem, seu eu fosse solteira, definitivamente seria o lugar para eu morar.

Duomo, Milao

Eu na região do Qua d'Oro, famosa pelas lojas de grife
No segundo dia da viagem fizemos uma viagem para outra cidade perto de Milão, Bergamo. Uma cidade muito charmosa, que tem a parte baixa (mais nova) e a parte alta (mas antiga), que você pode alcançar usando o funicular (foi o que fizemos) ou subir na perna. Como na descida todo santo ajuda, descemos sem o funicular para ver se gastavamos as calorias da cerveja, da pizza e do gelato de Bergamo.

Sorvete em Bergamo
Dias 4-5: Lago Como. O Lago Como, assim como o Lago Maggiore, ficam ao norte de Roma (em torno de 1 hora de trem). Existem várias pequenas cidades, ou vilas, em torno do lago, e o gostoso é pegar o ferry e ficar pulando de cidade em cidade. Ficamos em Varenna, na minha opinião uma das mais charmosas, mas a mais famosa é Bellagio. Tem também a Villa del Balbianello, em Lenno, famosa por ter aparecido no filme Casino Royale de James Bond. Tentamos ir lá, mas estava fechado (por sinal, as coisas estão sempre fechadas pela Itália; lojas, por exemplo, não abrem no domingo e algumas se dispõem a abrir meio turno na segunda, mesmo em Milão). O nosso hotel ficava mais no alto da cidade, e consistia da parte mais baixa do hotel (onde ficamos) e a parte mais alta, onde só se chegava de funicular. Apesar de não ser luxuoso, a vista lá de cima mais do que valia a pena.

Cidade de Varenna, vista do nosso quarto de hotel

Pausa para um vinho na varanda do nosso quarto

Hotel de Varenna com funicular, visto do ferry
Dia 6: Gênova. Bem, eu queria muito ir a Gênova por conta dos grandes navegadores. Infelizmente, achamos a cidade um tanto quanto mal-cuidada. Apesar disso, dá para ver que já foi uma cidade muito rica, em algum lugar longíquo do passado. Conseguimos ver a casa de Colombo, que está sozinha e perdida no meio de um estacionamento. Mas comemos muito bem em Gênova, e por um dia eu achei o passeio muito legal.

A casa de Cristóvão Colombo em Gênova ...

... e o estacionamento de moto logo em frente
Dias 7-8: Nice. De Gênova fomos para a França. Saí o gelato, entram os pastries. Nice é uma cidade muito gostosa, com praia (para Eduardo) e old town (para Nara). Serve muito bem de base para passear dada a proximidade com várias cidades legais. Passamos um dia em Mônaco, por exemplo, e alugamos um carro para passear. Depois de nos perdermos um tantinho, chegamos em Cannes, e depois fomos para várias outras cidadezinhas, incluindo uma fábrica de perfume, e terminamos numa das minhas cidadezinhas favoritas da viagem: St Paul de Vence, uma cidadezinha medieval que você vê lá no alto, com o muro em volta, quando está chegando de carro. Lindo, lindo, lindo…

Praia em Nice

Mônaco

Festival de Cannes

St Paul de Vence

St Paul de Vence

Nosso Twingo!
Dias 9-12: Marseille. Bem, se vocês algum dia passarem por Marseille, não deixem de ir ao Chateu D’Iff, onde foram aprisionados o Homem da Máscara de Ferro e o Conde de Monte Cristo
Justiça seja feita, passamos muito pouco tempo em Marseille já que estávamos com o carro alugado e ficamos boa parte do tempo passeando pelas cidadezinhas do interior: Arles (cidade onde Van Gogh morou e pintou vários quadros, e de fato a cidade parece um quadro de Van Gogh), Aix-en-Provence, Les Baux-de-Provence (outra cidade medieval, parecida com St. Paul de Vence), Avignon (outra de minhas favoritas), Gordes … enfim, faltou tempo mas não faltou onde ir.

Vieux Port, Marseille

Chateau D'If

Cafe Nuit, em Arles, que serviu de inspiração para Van Gogh ...

... para pintar o quadro Cafe Terrace At Night

Típica arquitetura de Provence, que eu adorava.

Palácio dos Papas (sempre muito modestos esses papas), Avignon
Dia 13: Lyon. O plano era ficar dois dias em Lyon, mas por conta da greve do cabin crew da British, nosso vôo de Lyon para Londres tinha sido cancelado, daí decidimos ir para Londres no dia anterior. Deu para ver o básico de Lyon, uma cidade muito simpática. A cidade é uma mini-Paris, com arquitetura semelhante, incluindo os rios e pontes, mas menos deslumbrante e mais aconchegante. De Lyon dá para fazer vários passeios, inclusive das vinícolas da região, mas infelizmente faltou tempo.

Lyon

Vista da cidade de Lyon
Dia 14: Londres. Como já conhecíamos Londres, não houve tanto a pressão de visitar os lugares. Tiramos o dia para passear pela cidade e fazer o que mais gostamos em Londres: toma chá da tarde (para Nara) e jantar no pub (Eduardo). Londres é uma cidade muito vibrante, com muito estrangeiro, muita coisa para fazer, muito de tudo, mas infelizmente muito cara. Nós, por outro lado, muito menos vibrantes, ficamos sem querer exagerar na noitada de Londres e pegar o vôo do dia seguinte de ressaca e voltamos para o hotel bem antes da meia-noite, que nem o que a Cinderela deveria ter feito.

Orelhão em Londres

Hora do Chá!